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Quase 15.000 Km depois

Depois de sair de Villa Maria, seguimos em direção da Missão de San Ignácio, nossa última atração prevista. A intenção era dormir em Paso de los Libres, na divisa com o Brasil, mas a qualidade dos hotéis nos fez cruzar a fronteira e dormir em Uruguaiana.

Chegando a Paso de los Libres

Chegando a Paso de los Libres

No dia seguinte seguimos viagem já com muita atenção aos policiais Argentinos que aumentam muito nesta região. Demorou mas aconteceu, fui parado e o policial começou a ladainha, documento, cabo, primeiros socorros, blá blá blá. Respondi que tinha todos os documentos e equipamentos de acordo com informações do consulado no Brasil. Invocou com o extintor, segundo ele era muito pequeno para o tamanho do carro. Quando percebeu que eu não ia oferecer nada, pediu uma trocado para a “Coca”.

Missão de San Ignácio

Missão de San Ignácio

Antes de cruzar a fronteira em Bernardo de Irigoyen mais uma “conversa” com os policiais. A chegada na aduana não é muito simples e entrei na contra mão. Depois de corrigir o erro e dar uma volta para chegar na aduana, o policial que eu acreditava ser apenas responsável pelos documentos de imigração me informou que me daria uma “infração” por entrar na contra mão. Achei estranho mas ele me disse que era “uns” 50 reais. Acho que o valor varia dependendo da cara do sujeito, da minha no caso. Depois de carimbar os passaportes ele me pediu para pagar a infração e informei que não tinha muito dinheiro, então ficou por 14 pesos.

Seguimos até Pato Branco onde dormimos e na sexta (31) chegamos em Curitiba, não sem antes levar um grande susto. A poucos quilômetros do Parque Barigui o pneu do caminhão que eu comecei a ultrapassar explodiu e eu afundei o pé no freio para não passar sobre os restos. A caminhonete que vinha atrás não conseguiu frear e bateu no carro, mas não foi praticamente nada e seguimos viagem, ou melhor, finalizamos a viagem. Nos poucos mais de 400 Km entre Pato Branco e Curitiba, o absurdo pedágio que pagamos superou todos os pedágios pagos na Argentina, onde as estradas são melhores.

A viagem acabou, mas não as informações. Nos próximos posts pretendo incluir informações sobre o trajeto realizado e outras informações.

Aproveito para agradecer aos amigos que ajudaram ou simplesmente torceram e nos acompanharam nesta aventura. Um grande abraço ao Silvio e Estela que tanto ajudaram, ao Jorge da Nutrimental e Eugênia do Mesa de Bar que nos apoiaram, ao Fernando que ajudou na preparação do projeto, ao Caio, Fábio, Júnior, Victor e amigos da QLA que ajudaram com o Notebook e todos aqueles que participam dos fóruns respondendo minhas questões.

Na estrada…

Com alguns dias de atraso consigo escrever que nossa viagem começou…

Reserva Ecológica do Taim

Reserva Ecológica do Taim

Partimos de Curitiba na sexta (03) e chegamos em Porto Alegre na madrugada de sábado (04) as 02:30. A BR-101 até Florianópolis está ótima, mas em Florianópolis pegamos um pouco de congestionamento e até Torres a estrada tem muitos desvios devido à duplicação e trechos de alfalto muito ruim. Em Torres seguimos pela Estrada do Mar (RS-389) que é muito boa, mas a velocidade permitida é 80 Km/h o que torna o trajeto monótono. Daí para a frente só ótimas estradas. Saímos de Porto Alegre no sábado (04) e fomos até Chuí, onde uma rua separa Brasil e Uruguai e as lojas do lado uruguaio lembram as do Paraguay.

Rua de Colônia - URG

Rua de Colônia - URG

 

 

 

No domingo (05) partimos de Chuí, passamos por Punta del Este e chegamos em Colônia. Demos sorte de poder partir no mesmo dia para Buenos Aires no Buquebus. Antes fomos passear na parte velha de Colônia e depois partimos para Buenos Aires, as 21:30, contando novamente com a sorte, pois havíamos comprado passagem para as 22:30. Chegando em Buenos Aires a coisa complicou, pois achar um hotel com estacionamento não foi tarefa simples. Eu que achei que estava livre das cidades grandes. 

 

 

 

 

 

Na segunda (06) partimos de Buenos Aires pela Ruta 2 (limite de velocidade de 130 Km/h) para pegar mais tarde a Ruta 3, isso por depois de perder muito tempo procurando a saída para a Ruta 3.

Vista de Buenos Aires a Partir de Colônia

Chegamos em Bahia Blanca no final da tarde, já pensando em chegar à Patagônia no dia seguinte.
Caminho para Bahia Blanca - Arg

Caminho para Bahia Blanca - Arg

Décima Sexta, e Última Etapa – Uruguaiana a Curitiba

Trajeto: Uruguaiana a Curitiba
Distância: 1.120 Km
Rodovias: BR-472 (até São Borja), BR-285 (até Passo Fundo) , BR-153 (até União da Vitória), BR-476 (até São Mateus), PR-151 (até Palmeira) e BR-277 (até Curitiba)
Paradas Possíveis: Erechim (640 Km) ou União da Vitória (880 Km)
Tempo Previsto: 2 dias

Primeira Etapa – Curitiba a Chuí

Trajeto: Curitiba-PR a Chuí-RS
Distância: 1.282 KM
Rodovias: BR-101 (Curitiba a Osório-RS), BR-290 (até Porto Alegre), BR-116 (até Pelotas), BR-392 (até BR-471, acesso a Rio Grande), BR-471 (Até Chuí)
Tempo Previsto: 2 dias


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